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Liberdade de Imprensa

“Jornalismo sem medo ou favor”

Defende Unesco em campanha pela liberdade de imprensa Em meio à pandemia de coronavírus, Unesco reafirma importância do trabalho dos veículos de comunicação como combate contra a desinformação Com 1,5 milhões de mortes, mais de 65 milhões de infectados no mundo e impactos econômicos profundos e duradouros, o covid-19 obriga a veículos de comunicação, jornalistas e sociedade um estímulo a mais, garantir a liberdade de imprensa e expressão em meio a essa pandemia.

Lembrado no domingo, como todos os anos, no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) advertem para os casos de jornalistas presos ou que perderam a vida durante o trabalho.

Mas, em razão da importância da pandemia, a equipe faz um alerta especial a pensar sobre a importância do jornalismo profissional como combate contra a desinformação, que pode ampliar de óbitos e doentes, perante essa crise.

Com o lema da campanha deste ano “Jornalismo sem medo ou favor”, em menção aos riscos a que estão expostos os profissionais do jornalismo e em resguardo da garantia da independência jornalística. A (WAN-Ifra) Associação Mundial de Jornais e Fórum Mundial de Editores, que apoia diretamente a Unesco, relembra a necessidade do jornalismo profissional em tempos de pandemia.

Diretor-executivo de Liberdade de Imprensa da Unesco

Imprensa

“O bom jornalismo é feito para momentos como esse. Bons jornalistas garantem que nossos líderes continuem sendo responsáveis, que suas políticas sejam examinadas e que suas promessas sejam mantidas, enquanto navegamos pelos próximos meses.”

Segundo o diretor-executivo, a pandemia, posiciona veículos de comunicação independentes no centro, como principais abastecedores de informações verídicas, verificadas, exatas e potencialmente capazes de salvar vidas, principalmente em países onde os governos fracassaram diante a dificuldade do momento, ao minimizar seus impactos ou ocultar dados, colocaram em risco a saúde das pessoas.

A pandemia reitera o valor do jornalismo e da liberdade de imprensa, informação verdadeira e livre poupam vidas e direciona atitudes corretas para as sociedades, logo a desinformação e censura podem aniquilar uma sociedade.

Ataques à liberdade de expressão

Cada vez mais evidente, durante os primórdios da pandemia, os desafios do trabalho da imprensa e do direito da informação numa sociedade para que chegue até ela. Onde o covid-19 apareceu, na China, a ausência de veículos de comunicação independentes possibilita que o governo central forme sua narrativa sobre o nascimento do vírus, ainda que mal explicada.

A forma como controlaram a crise não é sequer questionada em razão da falta de liberdade de imprensa. Exemplos de como o governo da capital da República da China ataca a liberdade de expressão são dezenas de relatos de internautas que compartilharam suas vivências durante o confinamento em Wuhan e tiveram suas contas em redes sociais banidas pelo governo.

Já no Irã, Fardin Moustafai, editor, foi acusado pela Justiça por compartilhar números sobre o aumento da doença em Saqqez que desmentiam as informações oficiais. Nas Filipinas, jornalistas enfrentam dificuldades para fazer reportagens nas ruas por conta do controle de policiais, além da censura comum do governo de Rodrigo Duterte, atual presidente.

Uma pesquisa realizada pela associação Mundial de Jornais e Fórum Mundial de Editores ouviu centenas de executivos de mídia no mundo sobre os transtornos da pandemia no trabalho de suas empresas. Uma parte deles demonstrou dificuldades a mais enfrentadas por seus funcionários para o dia-a-dia, como por ameaças de autoridades, por causa das leis de emergência.

Segundo a ONG suíça Press Emblem Campaign (PEC), os próprios jornalistas têm sido vítima da pandemia, desde 1º de março, pelo menos 55 profissionais de 23 países faleceram por causa do covid-19. Conforme a pesquisa feita e divulgada, o Equador foi o país que mais sofreu, com pelo menos nove profissionais da área mortos pelo vírus, seguido por Estados Unidos e Brasil.

Jornalismo x Líderes

Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras:

Brasil

O presidente desconsiderou o perigo da pandemia, criticou autoridades locais que alertavam e exigiam maior confinamento e criticou a mídia de criar pânico exagerado e mentiroso.

Estados Unidos

A Casa Branca decidiu realizar reuniões diárias para situar-se sobre a pandemia, porém o presidente Donald Trump já havia atacado, diversos jornalistas desde o início das transmissões das reuniões

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